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Organização Meteorológica Mundial: as geleiras montanhosas africanas derreterão e desaparecerão em até 20 anos


Publicado:

2021-10-20

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A Organização Meteorológica Mundial das Nações Unidas e a União Africana divulgaram, no dia 19, o relatório “O Estado do Clima na África em 2020”. O documento indica que as geleiras de alta montanha na África Oriental desaparecerão em até 20 anos, e que 118 milhões de pessoas extremamente pobres enfrentarão secas, inundações ou temperaturas extremamente elevadas. As mudanças climáticas poderão reduzir a economia do continente africano em 3% até meados do século XXI. A Organização Meteorológica Mundial e a União Africana publicaram conjuntamente o relatório “O Estado do Clima na África em 2020”, que aponta que, caso essa situação persista, a África poderá ficar com apenas três montanhas que ainda abrigam geleiras: o Monte Quênia, no Quênia; o Monte Ruwenzori, em Uganda; e o Monte Ruwenzori, na Tanzânia. As geleiras do Monte Kilimanjaro podem derreter completamente até 2040. Já a geleira do Monte Quênia deverá desaparecer em 2030, tornando-se a primeira montanha a perder suas geleiras devido às mudanças climáticas. O relatório ressalta que as emissões de gases de efeito estufa da África correspondem a menos de 4% do total global, embora o continente venha sendo gravemente afetado pelas mudanças climáticas há muito tempo. Além do agravamento das secas no continente, altamente dependente da agricultura, a África Oriental e a África Ocidental também registraram inundações generalizadas em 2020, enquanto a histórica praga de gafanhotos iniciada em 2019 continua a causar danos severos. Joseph Sacco, Comissário para a Economia Rural e Agricultura da Comissão da União Africana, afirmou que, até 2030, se não forem adotadas medidas adequadas de resposta, até 118 milhões de pessoas extremamente pobres — isto é, aquelas cujos custos de subsistência são inferiores a 1,90 dólar americano por dia — na África estarão expostas a riscos de secas, inundações e ondas de calor extremas. Isso imporá novos encargos à erradicação da pobreza e dificultará seriamente a prosperidade e o desenvolvimento. Ele também destacou que, na África Subsaariana, as mudanças climáticas poderão reduzir ainda mais o PIB em 3% até 2050. Trata‑se de um desafio grave para as ações de adaptação e resiliência climática, pois não apenas as condições físicas se deterioram, como também cresce o número de pessoas afetadas.

A Organização Meteorológica Mundial, vinculada às Nações Unidas, e a União Africana divulgaram, no dia 19, o relatório “O Estado do Clima na África em 2020”. O documento indica que as geleiras de alta montanha na África Oriental desaparecerão em até 20 anos e que 118 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza enfrentarão secas, inundações ou temperaturas extremamente elevadas. Além disso, as mudanças climáticas poderão reduzir a economia do continente africano em 3% até meados do século XXI.

A Organização Meteorológica Mundial e a União Africana publicaram conjuntamente o relatório “Estado do Clima na África em 2020”, que indica que, se essa situação persistir, a África passará a contar com as únicas montanhas que abrigam glaciares: o Monte Quênia, no Quênia; o Monte Rwenzori, em Uganda; e o Monte Ruwenzori, na Tanzânia. Os glaciares do Monte Kilimanjaro poderão derreter completamente até 2040. Já o glaciar do Monte Quênia deverá desaparecer por volta de 2030, tornando-se a primeira montanha a perder seu glaciar em razão das mudanças climáticas.

   O relatório afirmou que as emissões de gases de efeito estufa da África correspondem a menos de 4% do total mundial e que o continente vem sendo gravemente afetado pelas mudanças climáticas há muito tempo. Além do agravamento das secas no continente, altamente dependente da agricultura, a África Oriental e a África Ocidental também enfrentaram inundações generalizadas em 2020, e a histórica praga de gafanhotos iniciada em 2019 continua a causar danos severos.

O Comissário de Economia Rural e Agricultura da Comissão da União Africana, Joseph Sacco, afirmou que, até 2030, caso não sejam adotadas medidas de resposta adequadas, até 118 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza — ou seja, com despesas de subsistência inferiores a 1,90 dólar americano por dia — na África enfrentarão riscos de secas, inundações e calor extremo. Isso acarretará encargos adicionais para a redução da pobreza e dificultará gravemente a prosperidade e o desenvolvimento. Ele também destacou que, na África Subsaariana, as mudanças climáticas poderão reduzir ainda mais o PIB em 3% até 2050. Trata‑se de um desafio sério para as ações de adaptação às mudanças climáticas e de fortalecimento da resiliência, pois não apenas as condições físicas estão se deteriorando, como também vem crescendo o número de pessoas afetadas.

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