FOCO NOS PONTOS CRÍTICOS
Pesquisa da BRI mostra apoio a empresas chinesas no exterior
Publicado:
2021-12-07
Autor:
ZHU WENQIAN
Uma nova pesquisa internacional sobre o impacto da Iniciativa do Cinturão e Rota, divulgada em Pequim na segunda-feira, revelou que a estratégia de internacionalização das empresas chinesas tem gerado efeitos positivos nas economias locais e vem sendo reconhecida pelos consumidores locais.

Uma nova pesquisa internacional sobre o impacto da Iniciativa do Cinturão e Rota, divulgada em Pequim na segunda-feira, revelou que a estratégia de internacionalização das empresas chinesas tem gerado efeitos positivos nas economias locais e vem sendo reconhecida pelos consumidores locais.
Realizada pela Administração de Publicações em Línguas Estrangeiras da China, a pesquisa ouviu 6.000 entrevistados de 12 países, incluindo a China, o Cazaquistão, a Arábia Saudita, a Tailândia, a Índia, a África do Sul, a Rússia, os Estados Unidos e a Itália.
Os entrevistados, com idades entre 18 e 65 anos, afirmaram esperar que a Iniciativa do Cinturão e da Rota reforçe ainda mais a cooperação com empresas chinesas nos setores de tecnologia, processamento, manufatura, infraestrutura e recursos energéticos.
Cerca de 54% dos entrevistados afirmaram que a Iniciativa do Cinturão e da Rota tem contribuído para facilitar a comunicação e a cooperação entre os países e regiões participantes. Eles também disseram que as conquistas da iniciativa superaram suas expectativas e que ela promete amplas perspectivas de crescimento.
A pesquisa mostrou que as pessoas esperam que as empresas chinesas aprofundem ainda mais seu conhecimento das culturas, da história e dos consumidores locais e se integrem de forma mais eficaz às sociedades locais, a fim de reforçar sua reputação.
“Em particular, 85% dos entrevistados com idades entre 18 e 35 anos apresentaram uma avaliação mais positiva da Iniciativa do Cinturão e Rota. E 87% dos jovens afirmaram reconhecer que a iniciativa é ecologicamente sustentável e visa o desenvolvimento sustentável em escala global”, disse Yu Yunquan, presidente da Academia de Estudos sobre a China Contemporânea e o Mundo, vinculada à Administração Chinesa de Publicações em Línguas Estrangeiras.
Para alcançar o desenvolvimento verde, a Pingan Insurance (Group Co) da China afirmou que pretende tornar-se uma empresa financeira verde de referência global.
Nos próximos cinco anos, a Pingan Insurance planeja ampliar sua carteira de investimentos verdes e de crédito verde em pelo menos 20%. A expansão dos projetos de seguros verdes deverá atingir no mínimo 70%, segundo a empresa.
A Sinopec Corp afirmou que contratou um grande número de funcionários locais na Arábia Saudita para trabalhar em sua refinaria. A empresa já contribuiu para a formação de mais de 60 mil trabalhadores qualificados sauditas e continuará a levar a sério sua responsabilidade social corporativa, contribuindo para o desenvolvimento sustentável.
Até o final do ano passado, mais de 3.500 empresas chinesas estavam atuando na África, e mais de 80% de seus funcionários eram locais, informou o Ministério do Comércio da China.
“Com a orientação do governo chinês, acredito que as empresas multinacionais chinesas podem integrar melhor as iniciativas da China e a consciência da globalização, aproveitando assim as novas oportunidades que surgiram, a fim de construir de forma mais eficaz a imagem de uma boa empresa cidadã global”, afirmou Gu Xueming, chefe da Academia Chinesa de Comércio Internacional e Cooperação Econômica, vinculada ao Ministério do Comércio.
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