Bem-vindo! Conheça nossos produtos; podemos oferecer-lhe produtos de alta qualidade!

Garanta o desempenho do produto, desde as matérias-primas e o processamento até a entrega final.

Plástico deve “em breve superar os peixes” nos oceanos


Publicado:

2022-01-20

Autor:

Plástico deve “em breve superar os peixes” nos oceanos

Os plásticos nos oceanos deverão superar a massa total dos peixes nos mares do mundo nas próximas décadas, segundo um relatório ambiental que defende a adoção de um tratado multilateral sobre plásticos para conter o avanço da poluição global.

Até 2025, haverá 250 milhões de toneladas métricas de plástico nos oceanos, informou a Agência de Investigação Ambiental (EIA), sediada no Reino Unido. A entidade afirmou que esse volume deverá chegar a cerca de 700 milhões de toneladas até 2040, o que equivale ao peso estimado de todos os peixes presentes nos oceanos.

Até 2050, a quantidade de plástico “superará em muito” o peso de todos os peixes em todos os oceanos, afirmou a EIA.

A “dependência do plástico” pela humanidade e a incapacidade de impedir que esse material contamine a cadeia alimentar comprometem diretamente a saúde humana, aceleram a perda de biodiversidade, agravam as mudanças climáticas e correm o risco de “gerar alterações ambientais nocivas em grande escala”, afirmou a agência.

Tom Gammage, ativista da EIA especializado em oceanos, afirmou que, se a “onda de poluição” continuar sem ser controlada, o volume de plásticos despejados nos oceanos triplicará até 2040, em consonância com o aumento da produção de plásticos.

“Há um relógio mortal que marca o tempo, contando rapidamente os segundos”, disse Gammage.

Embora o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente tenha identificado as mudanças climáticas, a perda de biodiversidade e a poluição como as três principais crises ambientais existenciais, a EIA destacou a ausência de um compromisso por parte dos Estados-membros da ONU para enfrentar a crise da poluição por plásticos.

A ONU conta, há décadas, com acordos específicos voltados ao combate às mudanças climáticas e à perda de biodiversidade. No ano passado, a organização reuniu‑se em Glasgow, na COP26, onde foi finalizado o Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas, e, em outubro, os delegados se reuniram para negociar políticas no âmbito da Convenção sobre Diversidade Biológica, ou COP15, em Kunming, na China, cuja segunda sessão ocorrerá em abril e maio.

A poluição por plásticos foi tema de debate nas três últimas Assembleias do Meio Ambiente da ONU e volta a constar da agenda da próxima assembleia, a ser realizada em Nairóbi, em fevereiro.

A EIA afirmou que esta reunião representa uma oportunidade para a ONU iniciar negociações sobre um tratado abrangente e vinculante relativo aos plásticos.

“O dano causado pela produção desenfreada de plásticos virgens e por seu ciclo de vida é irreversível — trata-se de uma ameaça à civilização humana e à capacidade fundamental do planeta de manter um ambiente habitável”, afirmou Gammage.

O Global Plastic Navigator da WWF afirma que mais de 150 países manifestaram interesse em assinar um tratado global para enfrentar a poluição plástica nos oceanos.

Em Nairóbi, os delegados poderão examinar um projeto de acordo internacional sobre plásticos apresentado pelo Peru e por Ruanda e copatrocinado por 13 países, bem como pela União Europeia. O texto abrange toda a poluição causada pelos plásticos.

As nações ricas são as maiores responsáveis pelo consumo de plástico. Em 2020, o consumo industrial de plástico per capita nos países em desenvolvimento foi estimado em 36 kg, contra 90 kg nos países desenvolvidos, segundo o think tank financeiro Planet Tracker.

Obter Orçamento