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A China compreende as preocupações de segurança da Rússia, afirma o ministro das Relações Exteriores.


Publicado:

2022-02-25

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A China sempre respeita a soberania e a integridade territorial de todos os países e também compreende as legítimas preocupações de segurança da Rússia, uma vez que a questão da Ucrânia tem raízes em uma história complexa e particular, afirmou o conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, ao ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, nesta quinta-feira.

Em conversa telefônica com Lavrov, Wang afirmou que a China defende o pleno abandono de qualquer mentalidade da Guerra Fria, bem como a criação de um sistema de segurança para a Europa que seja equilibrado, eficaz e sustentável, alcançado por meio de diálogos e negociações.

Lavrov afirmou que a Rússia viu-se obrigada a adotar as medidas necessárias, uma vez que os Estados Unidos e a OTAN voltaram atrás em suas promessas de não expandir a organização para o leste, recusaram-se a implementar o acordo de Minsk II e violaram a Resolução 2202 do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, afirmou nesta quinta-feira que a Rússia, um grande país independente, define e executa sua política externa e suas estratégias com base em seu próprio julgamento e nos seus interesses nacionais.

Ela afirmou que as relações entre a China e a Rússia são não aliançadas, não confrontacionistas e não têm como alvo quaisquer terceiros.

Hua fez as declarações em uma coletiva de imprensa após o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price, afirmar que a China deveria instar a Rússia a “recuar” e a “desescalar” as tensões com a Ucrânia, acrescentando ainda que a crescente parceria entre a China e a Rússia é “preocupante”.

Sobre a sugestão dos EUA de que Moscou teria tomado essa medida porque contou com o apoio da China, Hua afirmou acreditar que o lado russo ficará “muito descontente ao ouvir tal ideia”.

As relações entre a China e a Rússia são fundamental e essencialmente diferentes dos “pequenos grupos” que os Estados Unidos vêm promovendo, baseados em linhas ideológicas, com o objetivo de gerar confronto e divisão, afirmou Hua. “A China não tem interesse nem intenção de imitar a mentalidade da Guerra Fria do ‘inimigo ou amigo’, nem a prática de costurar as chamadas ‘alianças’ e ‘pequenos clãs’”, acrescentou.

Hua afirmou que os Estados Unidos não têm legitimidade para dizer à China o que fazer em relação ao respeito à soberania e à integridade territorial do país.

A China tem defendido de forma consistente e firme os preceitos e princípios da Carta das Nações Unidas, bem como as normas básicas que regem as relações internacionais, afirmou Hua.

No entanto, nos 250 anos desde sua fundação, os EUA só deixaram de conduzir operações militares em outros países por menos de 20 anos, afirmou ela.

“Um país assim certamente tem uma compreensão diferente da nossa sobre o respeito à soberania e à integridade territorial do Estado”, afirmou Hua. “A comunidade internacional sabe disso claramente.”

Ao ser questionada sobre se a China já forneceu ou planeja fornecer armas à Rússia, Hua afirmou que a China não toma a iniciativa de fornecer armas a países que enfrentam o risco de conflito, “ao contrário do que ocorreu quando os Estados Unidos forneceram grande quantidade de equipamentos militares à Ucrânia”.

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