FOCO NOS PONTOS CRÍTICOS
Pequim critica Washington por invasão de navio de guerra
Publicado:
2020-04-29
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Na terça-feira, a China condenou a invasão das águas territoriais chinesas por um navio de guerra dos Estados Unidos e instou Washington a cessar as operações militares que prejudicam a segurança, a paz e a estabilidade regionais.
O coronel‑sênior Li Huamin, porta‑voz do Comando do Teatro Sul do Exército de Libertação Popular, afirmou que o contratorpedeiro USS Barry ingressou ilegalmente nas águas territoriais da China, ao largo das Ilhas Xisha, no Mar da China Meridional, na terça‑feira, sem a autorização do governo chinês.
O Comando do Teatro Sul do Exército de Libertação Popular mobilizou forças aéreas e navais para monitorar o navio, verificar sua identidade e adverti-lo a retirar-se, afirmou Li.
Uma incursão ilegal semelhante ocorreu no mês passado, quando o navio de guerra USS McCampbell navegou para águas próximas às Ilhas Xisha em 10 de março, e tal ato foi qualificado por Pequim como um comportamento hegemônico.
A prática provocativa dos Estados Unidos violou o direito internacional e infringiu a soberania e os interesses de segurança da China, afirmou Li, acrescentando que ela aumentou os riscos à segurança na região e era propensa a provocar incidentes inesperados.
Tais medidas são incompatíveis com a luta internacional contra a pandemia de COVID‑19 e contrariam a disposição dos países da região de manter conjuntamente a paz e a estabilidade no Mar do Sul da China, afirmou.
O Comando do Teatro Sul do ELP cumprirá de forma resoluta sua missão de salvaguardar a soberania nacional e manter a paz e a estabilidade no Mar da China Meridional, acrescentou.
Li instou os Estados Unidos a concentrarem‑se mais em conter o novo coronavírus no plano nacional e a envidarem mais esforços para promover a cooperação internacional no combate à pandemia.
Também na terça-feira, o Ministério das Relações Exteriores instou os políticos norte‑americanos a encontrarem maneiras de controlar a pandemia o mais rápido possível, em vez de transferirem a responsabilidade, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que poderia buscar indenização da China pelo surto de coronavírus.
O porta-voz do Ministério, Geng Shuang, afirmou aos jornalistas que alguns políticos norte‑americanos distorcem repetidamente os fatos, tentando desviar a atenção de sua resposta insuficiente ao vírus no próprio país.
“As tentativas de atribuir a culpa à China não vão anular os esforços da China no combate ao vírus”, afirmou Geng. Tais tentativas, segundo ele, não contribuem para o trabalho de prevenção da pandemia nos Estados Unidos, e pediu que determinados políticos norte‑americanos reflitam sobre os próprios problemas do país.
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