FOCO NOS PONTOS CRÍTICOS
Espera-se crescimento estável do comércio exterior
Publicado:
2022-06-30
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O comércio exterior da China deverá registrar um crescimento estável este ano, apesar de desafios sem precedentes, incluindo altos custos de matérias-primas e intensa concorrência proveniente dos países do Sudeste Asiático, afirmaram analistas e especialistas em comércio nesta quarta-feira. A rentabilidade dos exportadores na maioria dos setores melhorou durante o segundo trimestre, segundo uma pesquisa realizada pelo Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional, em Pequim. Os principais desafios enfrentados pelas empresas de comércio exterior, como os elevados custos logísticos, foram atenuados, mostrou o levantamento. “Vale ressaltar que os dados comerciais apresentaram melhora não apenas de um trimestre para o outro, mas também de mês para mês ao longo do segundo trimestre. Junho provavelmente registrou uma forte recuperação do comércio exterior e uma retomada econômica mais vigorosa”, disse Liu Ying, pesquisador do Instituto Chongyang de Estudos Financeiros da Universidade Renmin da China. A pesquisa indicou que mais de 25% das empresas registraram crescimento positivo da receita em comparação ao trimestre anterior, enquanto quase 20% afirmaram ter alcançado aumento no lucro em relação ao trimestre passado. Mais de 26% dos entrevistados estão confiantes quanto ao crescimento anual da receita, e cerca de 28% disseram esperar que suas receitas fiquem pelo menos no mesmo patamar do ano passado. Liu previu que o comércio exterior da China deverá ultrapassar 40 trilhões de yuans (US$ 5,97 trilhões) este ano, com medidas políticas destacando as vantagens das cadeias de suprimentos e industriais resilientes do país. Os exportadores também se beneficiaram do Acordo de Parceria Econômica Regional Abrangente, que entrou em vigor em 1º de janeiro, bem como do aumento das taxas de juros nos Estados Unidos, que, segundo Liu, deverá facilitar as exportações chinesas. A pesquisa constatou que novos formatos de comércio, como o comércio eletrônico transfronteiriço, deram forte suporte ao crescimento das exportações, e que as políticas nacionais voltadas a aliviar os encargos das empresas de comércio exterior — como garantir a fluidez logística e acelerar a redução de impostos e taxas — também impulsionaram o setor. Mais de 40% das empresas participantes da pesquisa declararam estar familiarizadas com as regras do RCEP, um aumento de 17,69 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre. Cerca de 54% planejam utilizar essas regras em seu benefício. O Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional também emitiu 43.600 certificados de origem do RCEP para mais de 10 mil empresas. Chen Jia, pesquisador do Instituto Monetário Internacional da Universidade Renmin da China, afirmou que, embora tenha havido algumas transferências de capacidades produtivas e de pedidos de exportação da China para outros países durante o segundo trimestre, o país demonstrou sua forte resiliência no comércio exterior e ampla flexibilidade na cadeia industrial, conforme evidenciaram os dados comerciais superiores ao esperado. Zhao Shengmei, diretor‑geral do Grupo Newcom, fabricante de bolsas e malas de viagem em Pinghu, província de Zhejiang, disse que a empresa atualmente está contratando mais trabalhadores, já que os pedidos do primeiro semestre de 2022 já atingiram o nível registrado em todo o ano de 2021. Um relatório divulgado nesta quarta-feira pelo Banco Popular da China, o banco central do país, mostrou que o índice de pedidos de exportação ficou em 41% no segundo trimestre, queda de 9,6 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2021. O valor aumentou apenas 0,1 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre do ano. Liu Xiangdong, pesquisador do Centro Chinês para Intercâmbios Econômicos Internacionais, afirmou que o rápido crescimento das exportações do Vietnã não ameaçará a posição da China na cadeia global de suprimentos no curto prazo, devido à estreita integração entre as duas cadeias industriais. Ele destacou que a China deve fortalecer a resiliência da cadeia industrial e cooperar com os países vizinhos para mitigar riscos e ampliar o volume de exportações na manufatura de alta tecnologia.
Espera-se que o comércio exterior da China registre um crescimento estável este ano, apesar de desafios sem precedentes, incluindo os elevados custos das matérias-primas e a acirrada concorrência proveniente dos países do Sudeste Asiático, disseram analistas e especialistas em comércio nesta quarta-feira.
A rentabilidade dos exportadores na maioria dos setores registrou melhora no segundo trimestre, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional, em Pequim. O levantamento apontou que os principais desafios enfrentados pelas empresas de comércio exterior, como os elevados custos logísticos, foram atenuados.
“Vale ressaltar que os dados do comércio melhoraram não apenas de um trimestre para o outro, mas também de um mês para o outro ao longo do segundo trimestre. É provável que junho tenha registrado uma forte recuperação do comércio exterior e uma retomada econômica mais vigorosa”, afirmou Liu Ying, pesquisador do Instituto Chongyang de Estudos Financeiros da Universidade Renmin da China.
A pesquisa mostrou que mais de 25% das empresas registraram crescimento positivo da receita na comparação trimestral, enquanto quase 20% afirmaram ter obtido aumento no lucro em relação ao trimestre anterior.
Mais de 26% dos entrevistados estão confiantes quanto ao crescimento anual da receita, e cerca de 28% afirmaram que esperam que suas receitas sejam, no mínimo, iguais ao nível do ano passado.
Liu previu que o comércio exterior da China deverá ultrapassar 40 trilhões de yuans (5,97 trilhões de dólares) este ano, com medidas de política pública evidenciando as vantagens das cadeias de suprimento e industriais resilientes do país.
Os exportadores também foram beneficiados pelo Acordo de Parceria Econômica Regional Abrangente, que entrou em vigor em 1º de janeiro, e pelos aumentos das taxas de juros nos Estados Unidos, os quais, segundo Liu, deverão facilitar as exportações da China.
A pesquisa constatou que novos formatos de comércio, como o comércio eletrônico transfronteiriço, ofereceram forte apoio ao crescimento das exportações, e que as políticas nacionais voltadas a aliviar os encargos das empresas de comércio exterior — tais como garantir a fluidez logística e acelerar a redução de tributos e taxas — também impulsionaram o setor.
Mais de 40% das empresas participantes da pesquisa afirmaram ter se familiarizado com as regras do RCEP, um aumento de 17,69 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre. Cerca de 54% planejam utilizar essas regras em seu benefício.
O Conselho da China para a Promoção do Comércio Internacional também emitiu 43.600 certificados de origem do RCEP para mais de 10 mil empresas.
Chen Jia, pesquisador do Instituto Monetário Internacional da Universidade Renmin da China, afirmou que, embora tenha havido algumas transferências de capacidades produtivas e de pedidos de exportação da China para outros países no segundo trimestre, o país demonstrou sua forte resiliência no comércio exterior e ampla flexibilidade na cadeia industrial, conforme evidenciado pelos dados comerciais superiores ao esperado.
Zhao Shengmei, diretor-geral do Grupo Newcom, fabricante de bolsas e malas de viagem em Pinghu, província de Zhejiang, afirmou que a empresa está atualmente recrutando mais trabalhadores, uma vez que os pedidos no primeiro semestre de 2022 já atingiram o nível registrado em todo o ano de 2021.
Um relatório divulgado na quarta-feira pelo Banco Popular da China, o banco central do país, mostrou que o índice de pedidos de exportação ficou em 41% no segundo trimestre, queda de 9,6 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2021. O indicador avançou apenas 0,1 ponto percentual em comparação com o primeiro trimestre do ano.
Liu Xiangdong, pesquisador do Centro Chinês para Intercâmbios Econômicos Internacionais, afirmou que o rápido crescimento das exportações do Vietnã não ameaçará a posição da China na cadeia global de suprimentos no curto prazo, devido às suas cadeias industriais estreitamente integradas.
Ele afirmou que a China deve reforçar a resiliência da cadeia industrial e cooperar com os países vizinhos para mitigar riscos e aumentar o volume de exportações na indústria de manufatura de alta tecnologia.
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