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A maioria dos primeiros casos de COVID‑19 na cidade de Nova York remonta à Europa: CDC


Publicado:

2020-07-17

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Uma cliente usando máscara de proteção experimenta roupas em uma loja de varejo após o surto da doença causada pelo coronavírus (COVID-19), na cidade de Nova York, estado de Nova York, Estados Unidos, em 5 de julho de 2020. [Foto/Agências]

WASHINGTON — As sequências da maioria dos primeiros espécimes positivos para SARS‑CoV‑2 na cidade de Nova York (NYC) assemelhavam‑se às que circulavam na Europa, sugerindo prováveis introduções do vírus provenientes da Europa, de outras regiões dos Estados Unidos e de transmissões locais dentro de Nova York, segundo um novo relatório dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), divulgado nesta quinta-feira.

Para determinar se a transmissão local do SARS‑CoV‑2 poderia ser detectada, o Departamento de Saúde e Higiene Mental de Nova Iorque (DOHMH) realizou uma vigilância sentinela com dados desidentificados em seis serviços de emergência hospitalares entre 1º e 20 de março.

O DOHMH anunciou transmissão comunitária sustentada de COVID‑19 em 8 de março, antes de os Estados Unidos imporem a proibição de viagens provenientes da Europa em 13 de março, segundo o relatório. Naquele momento, 26 residentes de Nova York já tinham confirmado casos de COVID‑19.

Na semana seguinte, em 15 de março, quando apenas sete dos 56 pacientes com histórico de exposição conhecido haviam sido expostos fora de Nova York, o nível de transmissão comunitária do SARS‑CoV‑2 foi elevado de transmissão comunitária sustentada para transmissão comunitária generalizada, informou o CDC.

“Embora as restrições de viagem sejam uma importante estratégia de mitigação, quando as restrições europeias foram implementadas, a importação e a transmissão comunitária do SARS‑CoV‑2 já haviam ocorrido em Nova Iorque”, afirmou o relatório.

Por meio da vigilância sentinela, no período de 1º a 20 de março, o DOHMH coletou 544 amostras de pacientes com sintomas semelhantes aos da influenza; 36 apresentaram resultado positivo.

“Por meio do sequenciamento genético, o CDC determinou que as sequências da maioria dos espécimes positivos para SARS‑CoV‑2 eram semelhantes às que circulavam na Europa, sugerindo prováveis introduções do SARS‑CoV‑2 provenientes da Europa, de outras regiões dos Estados Unidos e de transmissões locais dentro de Nova York”, afirmou o relatório.

A sequência de 2 de março, o primeiro espécime sentinela positivo coletado, agrupou-se com sequências iniciais da Europa e dos Estados Unidos, que também se agrupam com sequências provenientes da China, informou o CDC.

“Nenhuma sequência sentinela foi diretamente associada a sequências provenientes de Wuhan, na China, onde o surto teve origem”, afirmou o relatório.

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