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EUA retirarão 11.900 soldados da Alemanha: Pentágono


Publicado:

2020-07-30

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Foto tirada em 19 de fevereiro de 2020 mostra o Pentágono visto de um avião sobre Washington, DC, nos Estados Unidos. [Foto/Xinhua]

WASHINGTON - Os Estados Unidos planejam retirar 11.900 militares da Alemanha, reduzindo o contingente norte-americano no país de cerca de 36.000 para 24.000, informou nesta quarta-feira o secretário de Defesa, Mark Esper.

Entre as tropas norte-americanas que seriam retiradas, cerca de 5.600 serão realocadas para outros países da OTAN, enquanto o restante retornará aos Estados Unidos, com alguns começando a realizar desdobramentos rotativos de volta à Europa, informou o chefe do Pentágono em uma coletiva de imprensa.

Algumas forças dos EUA atualmente estacionadas na Alemanha seriam realocadas para a Bélgica e a Itália, e outras iniciariam uma rotação contínua na região do Mar Negro, segundo Esper.

“Também planejamos destacar, de forma rotativa, o elemento de comando do recém‑estabelecido Quartel‑General do V Corpo do Exército para a Polônia, assim que Varsóvia concordar com um Acordo de Cooperação em Defesa e com os detalhes da repartição de encargos, conforme anteriormente comprometido”, disse ele.

Esper observou que o Pentágono busca implementar seus planos “da forma mais célere possível”, acrescentando que o redeslocamento poderia começar em questão de semanas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem reclamado repetidamente que os aliados do país estão explorando os EUA em relação aos gastos com defesa.

Ao criticar a “falta de compromisso” de Berlim em relação aos gastos militares, Trump ordenou no mês passado que as forças armadas dos EUA retirassem 9.500 soldados da Alemanha. “Até que eles paguem, estamos retirando nossos soldados”, afirmou.

Dezenas de deputados republicanos da Câmara dos Representantes manifestaram-se contra a decisão de Trump de reduzir a presença militar dos Estados Unidos na Alemanha.

O anúncio sobre a relocalização ocorreu num momento em que as relações entre Washington e Berlim se tornaram tensas. Os dois aliados têm divergido em questões relacionadas ao programa nuclear iraniano, ao projeto do gasoduto Nord Stream 2 e à repartição dos encargos de defesa, entre outros temas.

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