FOCO NOS PONTOS CRÍTICOS
11 pessoas nos EUA foram sancionadas por interferência em Hong Kong
Publicado:
2020-08-11
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Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores pede que Washington cesse a interferência na RAE
A China decidiu impor sanções a 11 pessoas nos Estados Unidos que têm agido de forma gravemente inadequada em questões relacionadas com Hong Kong, em resposta às sanções americanas contra 11 autoridades chinesas, informou nesta segunda-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian.
As pessoas alvo das sanções da China incluem os senadores Marco Rubio, Ted Cruz, Josh Hawley, Tom Cotton e Pat Toomey, bem como o deputado Chris Smith.
Também estão sob sanções o presidente da Fundação Nacional para a Democracia, Carl Gershman, o presidente do Instituto Nacional Democrático, Derek Mitchell, o presidente do Instituto Republicano Internacional, Daniel Twining, o diretor executivo da Human Rights Watch, Kenneth Roth, e o presidente da Freedom House, Michael J. Abramowitz.
Os assuntos de Hong Kong são exclusivamente questões internas da China, nas quais nenhuma força estrangeira tem o direito de interferir, afirmou Zhao em uma coletiva de imprensa diária, instando os Estados Unidos a compreenderem claramente a situação, corrigirem suas ações equivocadas e cessarem imediatamente suas ingerências.
Desde a devolução de Hong Kong à China, o princípio “um país, dois sistemas” tem alcançado um sucesso amplamente reconhecido, e os residentes de Hong Kong têm desfrutado de direitos democráticos sem precedentes e exercido plenamente todo tipo de liberdades, afirmou Zhao.
“Este é um fato que qualquer pessoa isenta de preconceitos não pode negar”, disse ele.
Enquanto isso, a Região Administrativa Especial de Hong Kong registrou um aumento dos riscos à segurança nacional, afirmou Zhao.
A Lei de Segurança Nacional para Hong Kong visa apenas um número muito reduzido de criminosos que comprometem gravemente a segurança nacional e protege a esmagadora maioria — os residentes de Hong Kong que respeitam a lei —, afirmou Zhao.
Referindo-se à visita do secretário de Saúde dos EUA, Alex Azar, a Taiwan, Zhao afirmou na segunda-feira que a China apresentou representações solenes aos Estados Unidos em relação a essa visita.
A visita violou gravemente o compromisso assumido pelos Estados Unidos na questão de Taiwan, que constitui a questão mais importante e mais sensível nas relações sino‑americanas, afirmou Zhao.
O princípio de uma só China é a base política das relações entre a China e os Estados Unidos, afirmou Zhao, instando os EUA a respeitarem esse princípio e os três comunicados conjuntos sino‑americanos, a romperem qualquer tipo de contato oficial com a região de Taiwan e a tratarem as questões relacionadas a Taiwan de maneira prudente e adequada, a fim de evitar danos graves à cooperação sino‑estadunidense em áreas importantes e à paz e à estabilidade em todo o Estreito de Taiwan.
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