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Tribunal da Nova Zelândia condena atirador de mesquita à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional


Publicado:

2020-08-27

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Sobreviventes chegam para a leitura da sentença de Brenton Tarrant no Tribunal Superior de Christchurch, Nova Zelândia, em 27 de agosto de 2020. [Foto/Agências]

WELLINGTON - Um tribunal da Nova Zelândia condenou a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional um homem que matou 51 fiéis muçulmanos no ataque armado mais mortífero do país, sendo esta a primeira vez que tal pena é imposta na Nova Zelândia.

Brenton Tarrant, um australiano de 29 anos, confessou 51 acusações de homicídio, 40 tentativas de homicídio e uma acusação de prática de ato terrorista durante o massacre de 2019 em duas mesquitas de Christchurch, que ele transmitiu ao vivo pelo Facebook.

O juiz do Tribunal Superior, Cameron Mander, afirmou em Christchurch, na quinta-feira, que um prazo determinado não seria suficiente.

Brenton Tarrant, o atirador que disparou e matou fiéis durante os ataques a mesquitas em Christchurch, é visto durante a leitura da sentença no Tribunal Superior de Christchurch, Nova Zelândia, em 26 de agosto de 2020. [Foto/Agências]

“Os seus crimes, porém, são tão perversos que, mesmo que você seja mantido sob custódia até o fim da vida, isso ainda não esgotará as exigências da punição e da denúncia”, disse Mander ao proferir a sentença.

“Pelo que posso perceber, você está desprovido de qualquer empatia por suas vítimas”, disse ele.

Os promotores informaram ao tribunal, anteriormente, que Tarrant desejava incutir medo naqueles a quem ele chamava de invasores e que planejou cuidadosamente os ataques para provocar o máximo de carnificina.

Tarrant, um supremacista branco que se representou a si mesmo durante o julgamento, afirmou, por meio de um advogado no tribunal na quinta-feira, que não se opunha ao pedido da promotoria por uma pena de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

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