FOCO NOS PONTOS CRÍTICOS
O crescimento contínuo e em alta velocidade do comércio exterior estabeleceu a tendência para a taxa de crescimento anual.
Publicado:
2021-06-09
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De acordo com os dados mais recentes divulgados pela Administração Geral das Alfândegas, o volume de importações e exportações do comércio exterior atingiu um novo recorde em maio, mantendo uma tendência de crescimento acelerado. Esse desempenho deve-se principalmente à competitividade dos produtos “Made in China” e ao aumento da demanda externa, aliados aos benefícios decorrentes das políticas de estabilização do comércio exterior e de ampliação da abertura, bem como ao efeito de base favorável resultante do surto ocorrido no primeiro semestre do ano passado. Em termos específicos, medido em dólares norte‑americanos, o valor total das importações e exportações da China em maio de 2021 foi de 482,31 bilhões de dólares, registrando alta de 38,9% na comparação anual e queda de 0,6% em relação a abril. Nesse mês, o valor total das exportações alcançou 263,92 bilhões de dólares, enquanto o das importações atingiu 218,38 bilhões de dólares, representando aumentos anuais de 30,1% e 51,2%, respectivamente. O saldo comercial ficou em 45,54 bilhões de dólares, com redução de 27,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em primeiro lugar, a taxa de crescimento das exportações registrou ligeira desaceleração, mas manteve‑se em patamar elevado, em linha com as expectativas do mercado. Dois fatores têm sustentado esse ritmo acelerado: por um lado, a demanda nos mercados tradicionais estrangeiros continua a se recuperar, com crescimento contínuo dos pedidos internacionais; ao mesmo tempo, a situação epidemiológica na Europa e nos Estados Unidos tem se normalizado e a economia vem se reativando, embora persistam desequilíbrios entre oferta e demanda, o que reforça a manutenção do elevado dinamismo das exportações chinesas. Por outro lado, a expansão dos países de mercados emergentes tem apresentado resultados expressivos, impulsionando o crescimento das vendas para essas regiões. No entanto, as exportações de produtos relacionados à prevenção epidêmica registraram forte recuo em maio, possivelmente devido à deterioração conjuntural no exterior e ao aumento da concorrência. Em segundo lugar, as importações cresceram de forma acentuada e rápida, o que resultou numa redução de 27,6% do superávit comercial na comparação anual. O incremento das importações em maio deveu‑se principalmente à elevação dos preços internacionais das commodities; o aumento no volume total de metais não ferrosos, petróleo bruto e outros itens superou amplamente o crescimento das compras externas. Já o avanço nas importações de soja e óleos vegetais comestíveis reflete sobretudo a robusta demanda doméstica e, simultaneamente, o esforço para garantir a segurança alimentar, mediante o aumento dos estoques importados. Em terceiro lugar, o volume total de importações e exportações com os principais parceiros comerciais registrou crescimento acelerado e positivo, com média anual de 43%. A posição e a taxa de crescimento do comércio com os principais parceiros permaneceram relativamente estáveis, mas as trocas com economias emergentes apresentaram aumento significativo. As economias líderes em volume total de importações e exportações continuam sendo a ASEAN (72,313,2 milhões de dólares), a União Europeia (67,162,8 milhões de dólares), os Estados Unidos (57,993,5 milhões de dólares), o Japão (30,575,8 milhões de dólares) e a Coreia do Sul (29,631,7 milhões de dólares). Cabe destacar que, entre os parceiros cujo volume total de comércio registrou maior expansão em maio, destacam‑se economias emergentes, como a África do Sul (136%), a Índia (105%), as Filipinas (81%) e o Brasil (74%). Influenciado pelo relaxamento das relações bilaterais entre a China e a Índia e pela disseminação da pandemia no país asiático, o volume total de comércio com a Índia vem superando o registrado no mesmo período dos anos anteriores há vários meses consecutivos. O crescimento acelerado do comércio exterior observado de janeiro a maio lançou as bases e definiu o tom para a continuidade do ritmo vigoroso no segundo semestre e ao longo de todo o ano. Nos primeiros cinco meses, o valor total das importações e exportações, medido em dólares norte‑americanos, avançou 38,1%; as exportações, 40,2%; as importações, 35,6%; e o superávit comercial, 70,2%. Com tal ritmo de expansão, mesmo que a conjuntura do comércio exterior tenda a se estabilizar no segundo semestre, é possível alcançar um expressivo incremento no desempenho anual. Ao analisar a situação do comércio exterior no segundo semestre, três fatores determinam a tendência fundamental. Primeiro, em razão da recuperação econômica global, a demanda por consumo e a demanda produtiva no mercado internacional vêm se reestabelecendo, o que deverá permitir que o comércio exterior chinês mantenha um crescimento sustentado e elevado ao longo do segundo semestre. Segundo, com a continuidade da escalada dos preços globais das commodities, espera‑se que a taxa de crescimento do volume de importações se mantenha em patamar relativamente alto por algum tempo. Terceiro, graças ao aprofundamento contínuo da abertura da China ao mundo, o volume de comércio com entidades de mercados emergentes deverá preservar uma tendência geral de crescimento por longo período. No entanto, o desenvolvimento do comércio exterior no segundo semestre também deverá atentar para dois desafios. Por um lado, a situação epidemiológica na Europa e nos Estados Unidos vem se aliviando gradualmente, mas persiste um descompasso entre oferta e demanda nessa fase. Com a retomada da capacidade produtiva na Europa e nos Estados Unidos, a demanda no mercado externo pode tender a diminuir, exigindo da China vigilância constante quanto às tendências de oferta e demanda no cenário internacional. Por outro lado,
De acordo com os dados mais recentes divulgados pela Administração Geral das Alfândegas, o volume de importações e exportações do comércio exterior atingiu um novo recorde em maio, mantendo‑se numa trajetória de rápido crescimento. Esse desempenho deve‑se principalmente à competitividade dos produtos “Made in China” e ao aumento da demanda externa, aliados aos benefícios decorrentes das políticas de estabilização do comércio exterior e de ampliação da abertura, bem como ao efeito de base favorável resultante do surto ocorrido no primeiro semestre do ano passado. Em termos específicos, medido em dólares norte‑americanos, o valor total das importações e exportações da China em maio de 2021 foi de 482,31 bilhões de dólares, registrando alta de 38,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior e queda de 0,6% na comparação mensal com abril. Nesse período, o valor total das exportações alcançou 263,92 bilhões de dólares, enquanto o das importações somou 218,38 bilhões de dólares, representando aumentos anuais de 30,1% e 51,2%, respectivamente. O saldo comercial ficou em 45,54 bilhões de dólares, com redução de 27,6% em termos anuais. Em primeiro lugar, a taxa de crescimento das exportações registrou ligeira desaceleração, mas manteve‑se em patamar elevado, em linha com as expectativas do mercado. Dois fatores têm sustentado esse ritmo acelerado: por um lado, a demanda nos mercados tradicionais estrangeiros continua a se recuperar, com crescimento contínuo dos pedidos internacionais; ao mesmo tempo, a situação epidemiológica na Europa e nos Estados Unidos tem se normalizado e a economia vem se reativando, embora persistam desequilíbrios entre oferta e demanda, o que reforça a manutenção do elevado dinamismo das exportações chinesas. Por outro lado, a expansão dos países de mercados emergentes tem apresentado resultados expressivos, impulsionando o crescimento das exportações para essas regiões. No entanto, as exportações de produtos relacionados à prevenção epidêmica registraram forte recuo em maio, possivelmente em razão da desaceleração externa e do aumento da concorrência. Em segundo lugar, as importações cresceram de forma acentuada e rápida, o que resultou em uma redução de 27,6% no superávit comercial em termos anuais. O incremento das importações em maio deveu‑se principalmente à elevação dos preços internacionais das commodities, sendo que o aumento do volume total de importações de metais não ferrosos, petróleo bruto e outros bens superou amplamente o crescimento das compras externas. Já o avanço nas importações de soja e óleos vegetais comestíveis reflete sobretudo a robusta demanda do mercado doméstico e, simultaneamente, o esforço para garantir a segurança alimentar, mediante o aumento dos estoques importados. Em terceiro lugar, o volume total de importações e exportações com os principais parceiros comerciais registrou crescimento acelerado e positivo, com aumento médio anual de 43%. A posição e a taxa de crescimento do comércio com os principais parceiros permaneceram relativamente estáveis, mas as trocas comerciais com economias emergentes apresentaram incremento significativo. As economias líderes em termos de volume total de importações e exportações continuam a ser a ASEAN (72,313,2 milhões de dólares), a União Europeia (67,162,8 milhões de dólares), os Estados Unidos (57,993,5 milhões de dólares), o Japão (30,575,8 milhões de dólares) e a Coreia do Sul (29,631,7 milhões de dólares). Cabe destacar que, entre os parceiros que registraram maior expansão no volume total de comércio em maio, destacam‑se economias emergentes, como a África do Sul (136%), a Índia (105%), as Filipinas (81%) e o Brasil (74%). Influenciado pelo relaxamento das relações bilaterais entre a China e a Índia e pela propagação da pandemia naquele país, o volume total de comércio com a Índia vem superando o registrado no mesmo período dos anos anteriores há vários meses consecutivos. O crescimento acelerado do comércio exterior observado de janeiro a maio lançou as bases e definiu o tom para a continuidade do ritmo elevado no segundo semestre e ao longo de todo o ano. Nos primeiros cinco meses, o valor total das importações e exportações em dólares norte‑americanos avançou 38,1%, as exportações registraram alta de 40,2%, as importações cresceram 35,6% e o superávit comercial expandiu‑se 70,2%. Com tal ritmo vigoroso, mesmo que a conjuntura do comércio exterior tenda a se estabilizar no segundo semestre, é possível alcançar um expressivo incremento no desempenho anual. Ao analisar a situação do comércio exterior no segundo semestre, três fatores determinam a tendência fundamental. Em primeiro lugar, em razão da recuperação econômica global, a demanda por consumo e a demanda produtiva no mercado internacional vêm se reerguendo, o que deverá permitir que o comércio exterior chinês mantenha um crescimento sustentado e elevado ao longo do segundo semestre. Em segundo lugar, com a continuidade da escalada dos preços das commodities globais, espera‑se que a taxa de crescimento do volume de importações se estabilize em patamar relativamente alto por algum tempo. Por fim, graças ao aprofundamento contínuo da abertura da China ao mundo, o volume de comércio exterior com entidades de mercados emergentes deverá preservar uma tendência geral de crescimento por longo período. No desenvolvimento do comércio exterior no segundo semestre, também é importante considerar dois desafios. De um lado, a situação epidemiológica na Europa e nos Estados Unidos vem se aliviando gradualmente, mas persiste um descompasso entre oferta e demanda nessa fase. Com a retomada da capacidade produtiva na Europa e nos Estados Unidos, porém, a demanda no mercado externo pode tender a diminuir, exigindo da China vigilância constante quanto às tendências de oferta e demanda no cenário internacional. De outro lado, devido às recorrentes ondas epidêmicas no Sudeste Asiático e em outras regiões, o temido deslocamento industrial ainda não se materializou em larga escala; ainda assim, é imprescindível manter a vigilância, insistir na plena valorização das vantagens abrangentes das políticas, do ambiente de negócios, da cadeia industrial e do capital humano, e fortalecer a confiança do capital internacional no mercado chinês.
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