FOCO NOS PONTOS CRÍTICOS
O Dia da Bastilha, reduzido em escala, aproxima a França dos Jogos Olímpicos
Publicado:
2024-07-16
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A França comemorou seu feriado nacional, o Dia da Bastilha, no domingo, com um tradicional desfile militar, a apenas 12 dias do início dos Jogos Olímpicos em Paris.
O presidente Emmanuel Macron deu início às festividades, que este ano ganharam um significado especial, inseridas entre o recente realinhamento político ocorrido após uma eleição antecipada e a expectativa em relação aos próximos Jogos Olímpicos.
Todo dia 14 de julho, a França comemora a tomada da prisão da Bastilha, em 1789, um momento decisivo da Revolução Francesa.
O desfile celebra vitórias militares do passado e homenageia a libertação da Segunda Guerra Mundial; desta vez, Paris também recebeu a chama olímpica na cidade.
A celebração encerrou-se com a entrada da chama, acompanhada por cavaleiros, 25 portadores da tocha e jovens cadetes vestidos nas cinco cores olímpicas, que se dispuseram a formar o famoso emblema dos cinco anéis.
O coronel Thibault Vallette, medalhista de ouro em hipismo nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016, conduziu o revezamento da tocha, passando a chama a uma equipe de jovens atletas.
Mas o desfile deste ano não contou com um convidado estrangeiro, ao contrário da visita do primeiro-ministro indiano Narendra Modi no ano passado.
As comemorações foram reduzidas devido aos preparativos para as Olimpíadas, que impediram o desfile tradicional pela avenida Champs‑Élysées.
A reforçada segurança olímpica resultou em um desfile mais enxuto, com apenas 4.000 participantes — menos que os 6.500 do ano passado — e 162 cavalos, num espetáculo meticulosamente coreografado.
Os tanques e os veículos blindados estavam ausentes, mas o céu ganhou vida com uma impressionante formação de mais de 60 aeronaves, incluindo Typhoons britânicos que sobrevoavam em conjunto com Mirages e Rafales franceses.
Enquanto Paris se prepara para os Jogos de 26 de julho a 11 de agosto, a França — segunda maior economia da União Europeia, membro do G7 dotado de armas nucleares e integrante permanente do Conselho de Segurança da ONU — encontra-se em um cenário de instabilidade política, o que vem suscitando preocupações tanto nos mercados quanto entre seus aliados, segundo a AFP.
A decisão de Macron de convocar eleições antecipadas teve como objetivo esclarecer o rumo político da França após a surpreendente vitória da extrema‑direita nas eleições para o Parlamento Europeu.
Mas a votação resultou em um Parlamento sem maioria, deixando o país sem uma maioria governante clara e com o partido de Macron enfraquecido.
O primeiro-ministro Gabriel Attal poderia deixar o cargo em questão de dias, informou a Associated Press, e a coalizão de esquerda que conquistou o maior número de assentos não conseguiu chegar a um acordo sobre seu substituto. O Parlamento continua dividido em três blocos, sem uma maioria clara à vista.
Após abrilhantar as comemorações do Dia da Bastilha, a tocha olímpica iniciou uma rota pelos ícones parisienses, como a Catedral de Notre-Dame e o Museu do Louvre.
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