FOCO NOS PONTOS CRÍTICOS
Cooperação entre a China e o Japão para ajudar mais pacientes com câncer
Publicado:
2024-07-22
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Pacientes chineses com câncer colorretal talvez não precisem desistir do tratamento, mesmo em idade avançada ou na fase terminal da doença, pois os serviços no exterior hoje lhes oferecem mais opções.
Estabelecida em conjunto pela consultoria chinesa Saint Lucia e pelo Hospital Toranomon, do Japão, uma plataforma de serviços destinada a transferir pacientes chineses com câncer colorretal para o principal instituto médico japonês foi lançada em Pequim no sábado, visando aprimorar, de forma mútua, a triagem, a prevenção e o tratamento dessa doença.
Os países asiáticos apresentam um elevado número de pacientes com câncer colorretal, sendo a China, que registrou cerca de 517.100 novos casos em 2022, e o Japão os países com o segundo maior contingente nessa população oncológica. Em geral, aproximadamente metade dos pacientes não sobrevive, segundo Gu Jin, diretor do serviço de cirurgia de câncer colorretal do Hospital do Câncer de Pequim.
Para os médicos, preservar o ânus dos pacientes continua sendo uma tarefa desafiadora, pois a maioria dos portadores de câncer retal apresenta lesões na porção média ou inferior do reto, próximas ao esfíncter anal.
Kuroyanagi Hiroya, vice-presidente do Hospital Toranomon e um dos principais especialistas mundiais em cirurgia de tumores gastrointestinais, afirmou que a laparoscopia e a cirurgia gastrointestinal assistida por inteligência artificial são amplamente adotadas no hospital para reduzir a dor dos pacientes e proteger melhor o seu ânus.
O Hospital Toranomon, localizado na área urbana de Tóquio, é referência no tratamento do câncer colorretal em todo o país, com uma taxa de sobrevida de cinco anos entre pacientes em estágio terminal que chega a 40% a 50%.
Masashi UENO, diretor de cirurgia gastrointestinal (trato gastrointestinal inferior) do Hospital Toranomon, afirmou que mais de 50% dos pacientes com câncer colorretal em estágio avançado atendidos no hospital são curados graças ao aprimoramento das técnicas de ressecção cirúrgica e à radioterapia pré‑operatória.
Cai Qiang, fundador e presidente do conselho de administração da Saint Lucia Consulting, afirmou que pacientes com doenças graves e complexas, como o câncer, são aconselhados a buscar serviços médicos no exterior para receber consultoria médica de maior qualidade, tratamentos adequados e, possivelmente, novos medicamentos e terapias ainda não aprovados no país.
A Saint Lucia Consulting, com sede em Pequim, é uma das maiores e mais consolidadas empresas chinesas de consultoria médica e de encaminhamento de pacientes que buscam os melhores cuidados médicos do mundo. Seus parceiros globais incluem alguns dos hospitais mais renomados dos Estados Unidos, do Reino Unido, do Japão e de Singapura.
Desde sua fundação, há 13 anos, a empresa já auxiliou mais de 6.000 pacientes chineses que buscavam tratamento médico no exterior. Cerca de 70% deles eram pacientes com câncer.
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