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Financiamento da China contribui para o desenvolvimento da África


Publicado:

2024-08-16

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A assistência financeira proveniente da China tem desempenhado um papel crucial no desenvolvimento de infraestruturas na África desde a criação do Fórum de Cooperação China‑África, ou FOCAC, abrindo caminho para a prosperidade econômica, segundo observadores, que acrescentam que a cooperação sino‑africana contribuirá para enfrentar os desafios emergentes que o continente enfrenta, como as mudanças climáticas.

Lucas Engel, analista de dados da Iniciativa Global China no Centro de Políticas de Desenvolvimento Global da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, afirmou que, embora o volume de empréstimos da China para a África tenha diminuído nos últimos anos, isso acabou por se somar à imensa quantidade de financiamento chinês acumulado ao longo dos anos destinado a projetos de desenvolvimento no continente.

Ao discursar em um seminário online antecipando a cúpula do FOCAC, marcada para setembro em Pequim, Engel afirmou que, desde a criação do FOCAC, o Banco de Exportação e Importação da China e o Banco de Desenvolvimento da China têm assumido compromissos de financiamento expressivos para a África, a maioria destinada a projetos essenciais de infraestrutura nos setores de energia, transportes e tecnologia da informação e comunicações.

Ele afirmou que, ao longo dos anos, áreas como infraestrutura, agricultura, transição energética, comércio e integração econômica tornaram-se campos de atuação de grande destaque. Além disso, acredita que o próximo encontro do FOCAC revelará ainda mais a magnitude das transformações nas contribuições da China para o desenvolvimento africano.

Plataforma principal

Após a criação do FOCAC, uma importante plataforma de cooperação entre a China e a África, em 2000, as relações econômicas da China com o continente africano cresceram e se desenvolveram de forma significativa.

Ao longo das duas últimas décadas, a China tornou-se o maior parceiro comercial bilateral da África. Especialistas também afirmam que a China emergiu como um dos principais financiadores da África, oferecendo aos países africanos uma nova fonte de recursos para projetos de infraestrutura, mineração e energia.

Um dos principais projetos financiados pela China é a emblemática Ferrovia de Bitola Standard Mombaça-Nairóbi, que conecta as duas maiores cidades do Quênia. Segundo especialistas quenianos, a ferrovia deverá impulsionar o crescimento econômico anual do país em pelo menos 1,5 por cento.

Dianah Ngui Muchai, gerente de pesquisa da ONG africana African Economic Research Consortium, com sede no Quênia, afirmou que a China tornou-se um parceiro de grande relevância para muitos países africanos, concentrando‑se em setores como o desenvolvimento de infraestrutura, os recursos naturais e a indústria transformadora, os quais contribuem para o desenvolvimento de numerosos países africanos.

Olhando para o futuro, Muchai afirmou que se espera uma maior cooperação bilateral no âmbito do FOCAC, voltada para as necessidades prementes dos países africanos, como a energia renovável, à medida que a África busca atender à crescente demanda por energia e avançar rumo a fontes de energia sustentáveis.

“Diante dos atuais desafios econômicos e das oportunidades energéticas da África, a próxima fase das relações econômicas entre a China e a África deverá ver a China desempenhando um papel mais relevante na contribuição para os objetivos de desenvolvimento de baixo carbono dos países africanos”, acrescentou.

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