Bem-vindo! Conheça nossos produtos; podemos oferecer-lhe produtos de alta qualidade!

Garanta o desempenho do produto, desde as matérias-primas e o processamento até a entrega final.

ONU reduz previsão de crescimento para a América Latina


Publicado:

2024-08-28

Autor:

A queda da produtividade e as mudanças climáticas estão representando desafios significativos para o desenvolvimento econômico na América Latina, segundo um relatório recente da ONU.

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, ou CEPAL, reduziu a previsão de crescimento regional deste ano para 1,8%, valor significativamente inferior à sua projeção anterior de 2,1%, o que evidencia os desafios e os riscos potenciais enfrentados pela região.

A CEPAL também registrou uma taxa de crescimento recorde, de 0,9% no ano passado, que é “inferior aos 2,0% verificados na ‘década perdida’ dos anos 1980”, segundo a entidade. A desaceleração foi atribuída à alta inflação, ao espaço limitado para que a política monetária exerça efeito, a um ambiente econômico incerto e a taxas relativamente baixas de emprego.

“O relatório da CEPAL aborda alguns desafios significativos”, afirmou Luis Ignacio Roman Morales, professor de economia na Universidade Autônoma de Nayarit, no México. “Não apenas há questões de produtividade, como também existem implicações decorrentes das mudanças climáticas. Os preços de exportação dos produtos latino-americanos também podem sofrer alterações. Em consequência, a taxa de crescimento do emprego tem sido baixa.”

O relatório afirmou que a América Latina e o Caribe poderão enfrentar desafios econômicos adicionais devido às perspectivas de crescimento mais fraco de seus principais parceiros comerciais.

Setor de exportação

Santiago Bustelo, que possui doutorado em política internacional pela Universidade Fudan, na China, afirmou que uma das chaves para demonstrar desenvolvimento e crescimento econômico bem-sucedidos é contar com um setor de exportação robusto.

Países asiáticos como a China, o Japão e a Coreia do Sul “registraram um forte impulso no crescimento, que caminhou lado a lado com o desenvolvimento de um setor robusto e competitivo voltado para a exportação de bens”, afirmou Bustelo ao China Daily.

Chile e Israel, por outro lado, são exemplos de países menores, com crescimento econômico global inferior ao da China e da Coreia do Sul, mas que apresentam setores exportadores altamente competitivos em bens industriais, commodities e tecnologia, afirmou ele.

“Os países da América do Sul também podem desenvolver setores exportadores robustos nessas áreas, que são fundamentais para impulsionar o crescimento econômico”, afirmou ele.

Apesar das perspectivas econômicas sombrias, a CEPAL projetou um crescimento mais robusto de 2,3% para a América Latina e o Caribe em 2025.

Bustelo enfatizou a necessidade de políticas direcionadas para o desenvolvimento de setores exportadores robustos.

“O desenvolvimento de um setor exportador por meio de políticas direcionadas, tanto industriais quanto tecnológicas, bem como de políticas macroeconômicas complementares que incentivem o investimento do setor privado, em conjunto com o investimento público, é fundamental para assegurar um desempenho econômico satisfatório e um crescimento elevado e sustentável no médio e longo prazos”, afirmou.

Obter Orçamento