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China e ASEAN mantêm uma forte conexão


Publicado:

2024-09-14

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A China e os membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático continuam interligados e interdependentes, não apenas nos laços econômicos e comerciais, mas também na segurança regional, segundo o secretário-geral da ASEAN, Kao Kim Hourn.

Ao participar, na sexta-feira, de um evento em Jacarta comemorativo do 75º aniversário da fundação da República Popular da China, Kao destacou a urgência de preservar a paz e a estabilidade no Mar do Sul da China, afirmando que a ASEAN e Pequim devem garantir que a região continue a ser um mar de paz, estabilidade, amizade e cooperação.

“Em essência, nossa segurança está profundamente interligada e interconectada, e sua crescente interdependência sublinha a importância da cooperação em matéria de segurança entre a ASEAN e a China”, afirmou Kao.

A ASEAN valoriza profundamente o apoio da China à centralidade e à unidade da ASEAN, que, juntamente com a segurança interligada, constitui um testemunho do empenho comum das duas partes em promover uma Ásia‑Pacífico pacífica, estável e segura, afirmou.

“Para além dos nossos extensos laços econômicos, dos vínculos culturais e do intercâmbio de pessoas entre a ASEAN e a China, as profundas raízes históricas que se estendem por séculos continuam a ser um pilar fundamental das nossas relações”, afirmou Kao.

Kao observou que a relação entre a ASEAN e a China evoluiu de forma significativa, desde seus humildes primórdios em 1991 até o estabelecimento de uma parceria econômica abrangente em 2021.

“A importante evolução abrange uma ampla gama de setores”, disse Kao, destacando a segurança geopolítica, o comércio e os investimentos, o intercâmbio e a cooperação culturais, a tecnologia, a educação e a saúde, o desenvolvimento sustentável e o meio ambiente, a agricultura e a energia.

O embaixador da China junto à ASEAN, Hou Yanqi, enfatizou que a via do socialismo com características chinesas é adequada às condições nacionais da China e tornou o país a segunda maior economia do mundo.

Relações saudáveis

“A China tem mantido relações sólidas e estabelecido parcerias com quase todos os países do mundo. Os Cinco Princípios da Coexistência Pacífica, propostos pela China há 70 anos, tornaram‑se princípios amplamente reconhecidos pela comunidade internacional e continuam a desempenhar seu papel na atual era”, afirmou Hou.

Ela afirmou que a visão da China de construir uma comunidade de futuro compartilhado para a humanidade indica o rumo a ser seguido pela sociedade humana e conduzirá à paz, à segurança e ao desenvolvimento comum.

Ela observou que as duas partes estão trabalhando estreitamente para implementar a Parceria Econômica Regional Abrangente e atualizar o Acordo de Livre Comércio entre a ASEAN e a China.

A Representante Permanente da Malásia junto à ASEAN, Sarah Nava Rani Al Bakri Devadason, afirmou que seu país aprecia o apoio inabalável da China à centralidade da ASEAN e aos esforços de construção da comunidade da ASEAN.

“Na qualidade de atual coordenador nacional das relações entre a ASEAN e a China, a Malásia espera trabalhar em estreita cooperação com os demais Estados-membros da ASEAN e com a China, a fim de promover ainda mais a Parceria Estratégica Abrangente entre a ASEAN e a China”, afirmou Devadason.

Ao observar que este ano é o Ano de Intercâmbios Pessoas a Pessoas entre a ASEAN e a China, ela afirmou que esses intercâmbios desempenham “um papel insubstituível no aprimoramento da compreensão mútua, da amizade e da confiança, na consolidação da base social e do apoio público, na promoção do desenvolvimento econômico e social, bem como na manutenção da paz e da estabilidade regionais”.

Além de a China manter sua posição como o maior parceiro comercial da ASEAN desde 2009, Devadason elogiou os pilares socioculturais estabelecidos como bases para a cooperação em outros setores.

Devadason destacou os progressos alcançados por ambas as partes nas áreas de saúde pública, ciência e tecnologia, educação, cultura, meio ambiente, mídia, juventude, desenvolvimento social, redução da pobreza e gestão de desastres.

O autor é jornalista freelancer do China Daily.

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