FOCO NOS PONTOS CRÍTICOS
Coalizão governista da Itália recebe impulso com vitória regional
Publicado:
2024-10-30
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A aliança de direita da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, conquistou mais uma vitória nas eleições regionais, desta vez na Ligúria, no noroeste do país, um resultado que reforça o impulso político da coalizão.
De acordo com os resultados anunciados na terça-feira, o candidato conservador Marco Bucci, prefeito de Gênova, capital da Ligúria, conquistou a presidência da região com 48,8% dos votos, derrotando por pouco o rival de centro-esquerda e ex-ministro Andrea Orlando, que obteve 47,4% dos votos.
A vitória ocorre enquanto Meloni comemora dois anos no cargo, com uma expressiva vantagem nas pesquisas nacionais, e é a mais recente de uma série de triunfos em eleições regionais, informou a agência de notícias Reuters. Mais duas votações regionais estão previstas para o próximo mês.
O resultado representou mais um golpe para a oposição italiana, dividida, que esperava que uma vitória ajudasse a consolidar uma aliança conflituosa entre o Partido Democrático, de centro-esquerda, ou PD, e o Movimento Cinco Estrelas, de esquerda, ou M5S.
Embora tenha sido derrotado, o PD emergiu como o maior partido da Ligúria, com 28,5% dos votos, enquanto o M5S teve um desempenho particularmente fraco, alcançando 4,5%. Os Irmãos de Itália, de Meloni, conquistaram cerca de 15%, superando seus aliados de direita, a Liga e a Forza Italia.
Em uma publicação nas redes sociais, Meloni disse: "Parabéns a Marco #Bucci pela sua vitória."
O bloco de Meloni passou a controlar 14 das 20 regiões da Itália e acumulou diversas vitórias desde que assumiu o governo, tendo registrado sua única derrota diante da oposição de centro-esquerda em uma disputa acirrada na Sardenha, em fevereiro.
A vitória nas eleições ocorre após uma semana difícil para o governo de Meloni, que foi obrigado a revisar sua lista de países “seguros” para o retorno de migrantes, reduzindo-a para 19 nações, depois que uma decisão judicial de Roma ameaçou minar o acordo de processamento de migrantes firmado com a Albânia.
O governo também foi alvo de críticas por homenagear soldados fascistas que lutaram em El Alamein, ao comemorar o 82º aniversário da batalha da Segunda Guerra Mundial.
O Ministério da Defesa publicou nas redes sociais que as tropas que participaram “deram suas vidas pela nossa liberdade”, qualificando a derrota italiana e nazista pelas forças aliadas no Norte da África como “heróica e trágica”.
A batalha de El Alamein ocorreu em 1942, quando a Itália estava sob o regime do ditador fascista Benito Mussolini.
Os comentários foram condenados por grupos de oposição, com o Movimento Cinco Estrelas afirmando que era “inapropriado” sugerir que as forças italianas haviam lutado pela liberdade.
A votação na Ligúria, realizada no domingo e na segunda-feira, foi motivada pela renúncia de Giovanni Toti, o presidente regional conservador, que deixou o cargo em julho após ser detido sob acusação de corrupção.
Toti negou ter cometido qualquer irregularidade, mas firmou um acordo de delação premiada para encerrar o processo contra ele. De acordo com a legislação italiana, o acordo de delação não constitui admissão de culpa, mas exige a aprovação de um juiz de instrução.
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