Bem-vindo! Conheça nossos produtos; podemos oferecer-lhe produtos de alta qualidade!

Garanta o desempenho do produto, desde as matérias-primas e o processamento até a entrega final.

Ação coletiva em relação ao financiamento climático é urgente


Publicado:

2024-11-19

Autor:

A Ásia precisa de ações coletivas e sustentáveis para atender às suas necessidades de financiamento verde, afirmaram especialistas, enquanto se iniciam as negociações na COP29, conferência da ONU sobre mudanças climáticas, destinadas a estabelecer uma nova meta global de financiamento para apoiar as medidas de mitigação e adaptação relacionadas.

“A luta contra as mudanças climáticas será vencida ou perdida na Ásia”, afirmou Gulshan Vashistha, especialista em mudanças climáticas e finanças sustentáveis com sede em Seul.

Como a Ásia apresenta um elevado potencial para atender tanto às necessidades de mitigação quanto às de adaptação, as principais áreas que requerem financiamento na transição climática da região incluem as energias renováveis e limpas, com os países adotando abordagens mais robustas em relação à adaptação e à resiliência, afirmou Vashistha, acrescentando que mecanismos inovadores de financiamento também são essenciais.

Enquanto representantes de países de todo o mundo se reuniram na 29ª sessão da Conferência das Partes da Convenção‑Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em Baku, no Azerbaijão, o texto preliminar do Novo Objetivo Coletivo Quantificado, um dos principais resultados do encontro, foi publicado como uma base viável para a discussão sobre um novo objetivo de financiamento climático.

A COP29 também é chamada de “COP da finança climática”. O projeto surgiu no momento em que a meta anual anterior de financiamento, de 100 bilhões de dólares, expirará em 2025.

Um grupo independente de especialistas de alto nível afirmou, em um relatório publicado em 14 de novembro, que a meta anual deverá ser elevada para pelo menos 1,3 trilhão de dólares por ano até 2035.

Meta ambiciosa

Simon Stiell, secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, afirmou na COP29 que estabelecer uma nova meta ambiciosa de financiamento climático é fundamental para o bem‑estar de todas as nações.

“A Ásia vem se posicionando de forma expressiva no âmbito das finanças sustentáveis, emitindo títulos verdes, bem como títulos de sustentabilidade e títulos sociais”, afirmou Vashistha, ressaltando que áreas como o planejamento urbano e o transporte sustentável também exigem ação coletiva.

Ao observar que os países presentes na COP29 também aprovaram o quadro global do mercado de carbono, um passo fundamental para a criação de um mecanismo apoiado pela ONU que permitirá aos países negociar créditos de carbono a fim de alcançar suas metas climáticas, Vashistha afirmou que tais mecanismos serão essenciais para reduzir o hiato entre os investimentos e projetos climáticos de qualidade.

“As normas endossadas representam um avanço significativo que reforçará a transparência e a prestação de contas, atraindo a confiança dos investidores”, afirmou Farhad Taghizadeh-Hesary, professor associado de economia e finanças na Universidade Tokai, em Tóquio.

“Estabelecer tanto um mercado internacional de carbono quanto um sistema global de tributação sobre o carbono é essencial para alcançar as emissões líquidas zero”, afirmou Taghizadeh-Hesary, que também é economista-chefe da consultoria de finanças sustentáveis Climate Finance Asia, sediada em Hong Kong.

Obter Orçamento