FOCO NOS PONTOS CRÍTICOS
Iniciativa internacional lançada para promover o acesso à ciência e à tecnologia
Publicado:
2024-11-22
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A China, o Brasil, a África do Sul e a União Africana lançaram conjuntamente a Iniciativa de Cooperação Internacional em Ciência Aberta, com o objetivo de promover o acesso do Sul Global às conquistas globais da inovação científica e tecnológica, anunciou na quinta-feira o Ministério da Ciência e Tecnologia.
A iniciativa foi uma das oito medidas apresentadas pelo presidente Xi Jinping para apoiar o desenvolvimento global durante a 19ª Cúpula do G20, na segunda-feira.
De acordo com o ministério, a iniciativa visa promover a cooperação global em ciência, tecnologia e inovação, trabalhar para alcançar um ambiente aberto, justo, imparcial e não discriminatório para o desenvolvimento global da ciência e da tecnologia, e impulsionar o desenvolvimento sólido da ciência aberta em todo o mundo.
Os países envolvidos na iniciativa apoiam a estratégia do G20 de promover a cooperação em inovação aberta e incentivam o G20 a realizar mais intercâmbios e cooperações no âmbito da ciência aberta, segundo a iniciativa.
“Todas as partes interessadas, incluindo governos, comunidades científicas, empresas e organizações não governamentais, devem pautar‑se pelo princípio da cooperação de benefício mútuo, bem como pelos princípios de consulta ampla, contribuição conjunta e partilha de benefícios, em consonância com a Recomendação da UNESCO sobre Ciência Aberta”, afirmou a iniciativa.
Propõe‑se que os governos, as comunidades científicas, as empresas, as organizações não governamentais e demais partes interessadas apoiem a livre circulação de pessoal e de recursos em inovação científico‑tecnológica em escala global, garantindo que os diferentes atores possam participar de forma equitativa e seja assegurado um tratamento justo no âmbito da ciência aberta.
“Devemos reforçar a co‑construção científica e tecnológica com os países em desenvolvimento, bem como a transferência de tecnologia para esses países, fortalecendo a capacitação em ciência e tecnologia no Sul Global”, afirmou a iniciativa.
Os governos também devem aumentar os investimentos em ciência aberta, criar um ambiente político e de investimento favorável à ciência aberta, promover a construção conjunta e o acesso aberto às principais infraestruturas de pesquisa, fomentar uma cultura de ciência aberta, desenvolver recursos humanos e explorar caminhos para a ciência aberta adequados às suas condições nacionais ou regionais, acrescentou.
Especialistas afirmaram que um maior intercâmbio científico e cultural poderia estabelecer uma ponte para a colaboração em pesquisa entre os países.
Alexander W.A. Kellner, acadêmico da Academia Brasileira de Ciências, afirmou que os intercâmbios científicos e culturais dos últimos 20 anos têm fomentado uma profunda amizade entre as comunidades científicas do Brasil e da China.
“Há um amplo potencial de cooperação entre os dois países em áreas como a economia, a ciência e a tecnologia, e a resposta às mudanças climáticas. Acredito que o aprofundamento contínuo da cooperação em diversos setores trará ainda mais benefícios aos povos dos dois países”, acrescentou.
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