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Capital síria cai nas mãos dos rebeldes enquanto al-Assad deixa a Síria


Publicado:

2024-12-09

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DAMASCO — Forças armadas da oposição assumiram o controle total de Damasco no domingo, pondo fim a mais de cinco décadas de governo da família Assad.

A rápida queda do governo do presidente Bashar al-Assad seguiu-se a uma intensa ofensiva rebelde que se estendeu por menos de duas semanas. A campanha culminou no anúncio, pela oposição, de que Assad havia fugido da capital e renunciado ao poder.

Mais tarde, naquele mesmo dia, a mídia estatal russa anunciou que Assad havia chegado a Moscou e recebera asilo junto com sua família.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia divulgou um comunicado afirmando que Assad “decidiu deixar o cargo de presidente e abandonou o país, tendo dado instruções para a transferência pacífica do poder”.

Na Síria, Abu Mohammad Al-Jolani, chefe da Hayat Tahrir al-Sham (HTS) e responsável pelo ataque relâmpago, afirmou que Mohammad Ghazi Al-Jallali, nomeado primeiro-ministro por al-Assad em setembro, assumiria temporariamente a supervisão das instituições públicas.

Al-Jolani instruiu as forças da oposição em Damasco a absterem-se de aproximar-se de instituições públicas e proibiu os disparos comemorativos.

Al-Jallali, o primeiro-ministro, também pediu aos sírios que protejam as instalações públicas, afirmando que elas pertencem a todos os cidadãos. “Estendemos a mão a todo cidadão sírio comprometido em salvaguardar os recursos do país”, disse Al-Jallali em um discurso transmitido pela televisão. “A Síria pertence a todos os sírios, e exorto todos a pensarem de forma racional nos melhores interesses da nação.”

No entanto, multidões invadiram a residência de Assad e dois palácios presidenciais, em meio a relatos de saques. Armamentos abandonados pelos soldados sírios foram levados por jovens. A embaixada iraniana em Damasco também foi tomada por militantes armados.

O comando militar da oposição impôs um toque de recolher, vigente desde a tarde até o dia seguinte, ao mesmo tempo em que emitia advertências e ameaçava com penas de prisão os saqueadores e aqueles que disparavam armas para o alto.

Em meio à turbulência, Israel realizou uma série de ataques aéreos sem precedentes, atingindo, em um único dia, repetidamente antigos alvos de segurança e militares sírios em Damasco e Quneitra, segundo relatos locais.

Algumas dessas ofensivas tiveram como alvo posições e instalações militares abandonadas, anteriormente associadas à extinta Quarta Divisão, nas proximidades de Damasco. As forças terrestres israelenses também teriam avançado para partes de Jabal al-Sheikh, assumindo antigos postos de vigilância sem encontrar resistência.

Enquanto isso, a Coalizão Nacional Síria, uma aliança de grupos da oposição formada no exílio após a revolta de 2011 contra Assad, comprometeu-se no domingo a continuar trabalhando pela transferência do poder para um órgão governamental de transição dotado de plenos poderes executivos, com o objetivo de inaugurar uma Síria livre, democrática e pluralista.

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