FOCO NOS PONTOS CRÍTICOS
Ministério condena sanções do Canadá por supostas violações de direitos humanos
Publicado:
2024-12-12
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A China deplorou, nesta quarta-feira, a interferência do Canadá em seus assuntos internos, instando o país norte-americano a revogar imediatamente as sanções ilegais impostas a oito altos funcionários chineses por supostas violações dos direitos humanos.
A ministra das Relações Exteriores do Canadá, Melanie Joly, anunciou na terça-feira sanções contra oito ex‑funcionários ou atuais autoridades chinesas, citando supostas violações dos direitos humanos nas regiões autônomas de Xinjiang Uigur e Xizang.
A China insta veementemente o Canadá a pôr fim ao seu “desajeitado espetáculo político” e a deixar de prejudicar seus interesses e sua imagem sob o pretexto dos direitos humanos, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, em uma coletiva diária de imprensa, assegurando que a China adotará todas as medidas necessárias para salvaguardar resolutamente sua soberania, sua segurança e seus interesses de desenvolvimento.
Mao criticou duramente o governo canadense por desconsiderar os fatos e difamar a China, afirmando que tais atos constituem ingerência grosseira nos assuntos internos da China, além de grave violação do direito internacional e das normas básicas que regem as relações internacionais.
Seguindo uma filosofia de desenvolvimento centrada nas pessoas, a China alcançou enormes progressos nos direitos humanos e contribuiu de forma significativa para a causa dos direitos humanos no mundo, afirmou Mao, salientando que se trata de “um fato simples que ninguém imparcial pode negar”.
A porta-voz salientou ainda que o Canadá não possui nem as qualificações para atuar como “instrutor moral”, apontando o dedo para a situação dos direitos humanos em outros países, nem tem o direito de se colocar na posição de “juiz dos direitos humanos” para impor, de forma arbitrária, sanções ilegais.
O próprio Canadá possui um histórico precário em matéria de direitos humanos no que diz respeito aos seus povos indígenas, que ainda hoje enfrentam discriminação racial e tratamento desigual, afirmou ela.
O Canadá fecha os olhos para seus próprios problemas e, de forma deliberada, formula acusações infundadas contra outros países, como a divulgação de mentiras sobre supostos problemas de direitos humanos na China, afirmou Mao, acrescentando que esse é um típico recurso do “ladrão que grita ‘parem o ladrão’” e dificilmente consegue convencer o mundo.
“Diante dos fatos, os duplos padrões e a hipocrisia do Canadá ficam plenamente expostos”, afirmou ela, instando o país a refletir sobre seus próprios atos.
Em comunicado divulgado na terça-feira, um porta-voz da embaixada da China no Canadá defendeu os esforços do país para respeitar e proteger os direitos humanos, afirmando que suas conquistas são evidentes para todos.
Desde o ano passado, milhares de autoridades governamentais estrangeiras, diplomatas, figuras religiosas, representantes da mídia e acadêmicos visitaram a região de Xinjiang e o Tibete, segundo o comunicado.
Eles elogiaram amplamente as conquistas econômicas e sociais das regiões e congratularam o governo chinês por seus esforços significativos na preservação da cultura multiétnica local e na garantia da liberdade religiosa, afirmou.
Nos últimos anos, quase 100 países manifestaram apoio à posição justa da China em questões relacionadas a Xinjiang e Xizang por meio de diversas iniciativas, como declarações conjuntas ou individuais no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.
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