FOCO NOS PONTOS CRÍTICOS
Alemanha lamenta as vítimas do ataque ao mercado
Publicado:
2024-12-23
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BERLIM — Um serviço memorial foi realizado na noite de sábado na cidade alemã de Magdeburgo para homenagear as vítimas de um trágico ataque ocorrido em um mercado de Natal na sexta-feira à noite, quando um carro invadiu uma multidão, matando pelo menos cinco pessoas e deixando 200 feridos.
A cerimónia realizou-se na catedral da cidade e destinou-se principalmente aos familiares das vítimas, aos profissionais de emergência e a convidados, entre os quais o presidente Frank-Walter Steinmeier. No exterior da catedral, os enlutados reuniram-se para depositar flores e acender velas em memória das vítimas.
Para marcar a tragédia, sinos de igrejas soaram por toda Magdeburgo às 19h04 — o horário exato em que o ataque ocorreu.
Uma criança de nove anos está entre as cinco pessoas mortas, confirmou Horst Walter Nopens, chefe do Ministério Público local, sem divulgar mais detalhes sobre as outras quatro vítimas adultas.
Ele afirmou que cerca de 200 pessoas sofreram ferimentos, muitos deles graves. As autoridades alertaram que o número de mortes pode aumentar.
Segundo a imprensa alemã, o ataque durou cerca de três minutos. A via de emergência utilizada pelo autor do crime não estava protegida por barreiras, o que suscita preocupações quanto às medidas de segurança.
Condenando o ato, o chanceler alemão Olaf Scholz qualificou o incidente como “uma terrível tragédia, que feriu e matou tantas pessoas com tamanha brutalidade”.
Um médico de 50 anos, Taleb al-Abdulmohsen, natural da Arábia Saudita, foi detido no local e levado para interrogatório. A polícia realizou uma busca em sua residência durante a madrugada, e as autoridades supõem que ele agiu sozinho. Ele mora na Alemanha desde 2006 e trabalhava em uma cidade próxima.
Seu motivo permaneceu obscuro. Nopens afirmou que um fator possível poderia ser a frustração do suspeito com a maneira como a Alemanha tem tratado os refugiados sauditas.
A revista de notícias Der Spiegel, citando fontes de segurança, afirmou que o serviço secreto saudita havia alertado a agência de espionagem alemã BND, há um ano, sobre um tuíte no qual Abdulmohsen ameaçava que a Alemanha pagaria um “preço” por seu tratamento aos refugiados sauditas.
O diário Die Welt informou, também citando fontes de segurança, que a polícia estadual e federal alemã realizou, no ano passado, uma “avaliação de risco” sobre Abdulmohsen, mas concluiu que ele não representava “nenhum perigo específico”.
Scholz e outros altos dirigentes, incluindo a ministra do Interior, Nancy Faeser, chegaram a Magdeburgo no sábado. Na manhã de sábado, Faeser determinou que todas as bandeiras em todos os edifícios federais fossem hasteadas a meio pau em todo o país.
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