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A Huawei está prestes a causar impacto com um chip avançado


Publicado:

2023-09-11

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A Huawei Technologies volta a liderar o mercado de smartphones com um novo aparelho movido por um chip avançado, apesar das amplas sanções dos Estados Unidos, o que pode gerar um efeito em cadeia tanto para a indústria chinesa quanto para a americana de semicondutores, segundo especialistas. O novo smartphone, o Mate 60 Pro, utiliza um processador aplicativo 5G que representa “um marco de design e fabricação feito na China”, de acordo com uma análise realizada por uma equipe da empresa de pesquisa industrial TechInsights. A equipe acredita que o processador de 7 nanômetros foi produzido pela principal fábrica de chips da China, a Semiconductor Manufacturing International Corporation, ou SMIC. “Isso demonstra o progresso técnico que a indústria de semicondutores chinesa conseguiu alcançar sem o uso de equipamentos de litografia EUV (ultravioleta extrema)”, afirmou Dan Hutcheson, vice-presidente da TechInsights. “A dificuldade desse feito também evidencia a resiliência da capacidade tecnológica de chips do país.” As máquinas EUV mais avançadas são utilizadas para fabricar chips de última geração. A SMIC não tem acesso a essas máquinas devido aos controles de exportação dos EUA. Especialistas do setor afirmam que ela poderia empregar alguns equipamentos mais antigos para produzir chips avançados. A Huawei está incluída na Lista de Entidades do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, que restringe seu acesso a tecnologias americanas, desde maio de 2019. O chipset 5G desenvolvido internamente pelo novo aparelho, o sistema operacional HarmonyOS e outras diferenças técnicas em relação aos concorrentes mostram que “a Huawei está de volta após três anos no ostracismo”, disse George Koo, consultor aposentado de negócios internacionais no Vale do Silício. A Huawei ainda não revelou como conseguiu alcançar os avanços tecnológicos necessários. Koo acredita que tal conquista não seria possível sem parceiros na China e sem uma cadeia de suprimentos doméstica, que abrange desde softwares de design e fabricação de semicondutores até produtos químicos e materiais essenciais. O que a Huawei realizou terá repercussões na indústria chinesa de semicondutores, afirmou Koo. “A experiência da Huawei facilitará e incentivará outros a seguirem o mesmo caminho. A autossuficiência da China em semicondutores só tende a crescer.” Avanços tecnológicos Os avanços tecnológicos da Huawei levaram alguns legisladores americanos a pedir restrições mais rígidas. O representante republicano do Wisconsin, Mike Gallagher, presidente do Comitê Seleto da Câmara sobre Competição com a China, sugeriu que os EUA deveriam encerrar todas as suas exportações para a Huawei e para a SMIC — mesmo aquelas envolvendo tecnologias mais antigas, atualmente permitidas pela legislação. A Qualcomm, desenvolvedora de chips sediada na Califórnia, conseguiu obter licenças de exportação do governo para fornecer à Huawei chips 4G de geração anterior. A China responde por cerca de dois terços da receita da Qualcomm. As ações da empresa despencaram 7,2%, para US$ 106,40, na quinta-feira, diante das novas notícias, acompanhando a queda das ações de outros fornecedores de celulares, informou a Bloomberg. “A estratégia míope dos Estados Unidos de se desvincular da China devastará a receita de importantes fornecedores americanos de chips avançados, como a Nvidia e a Qualcomm, bem como de fabricantes de equipamentos para a produção de chips, como a Applied Materials e a Lam Research”, disse Koo. “Essas empresas verão suas vantagens comparativas evaporarem. No curto prazo, elas não podem vender para a China. No longo prazo, a China não precisará mais comprar dessas empresas.” Esperava-se que esse avanço tecnológico ajudasse a Huawei em seu mercado doméstico, especialmente na competição contra a Apple, segundo a Bank of America Securities. “Se a Huawei tiver capacidade de fornecer e escalar seu próprio Kirin 9000S (chip), enxergamos o telefone da série Mate como uma oportunidade para a Huawei aumentar seus embarques e recuperar participação de mercado, potencialmente colocando em risco as vendas do iPhone, sobretudo na região Ásia-Pacífico”, escreveram analistas da BofA Securities em uma nota de pesquisa publicada na semana passada.

A Huawei Technologies volta a liderar o mercado de smartphones com um novo aparelho equipado com um chip de última geração, apesar das amplas sanções dos Estados Unidos, que podem gerar efeitos em cadeia tanto para a indústria chinesa quanto para a indústria norte-americana de semicondutores, segundo especialistas.

O novo aparelho, o Mate 60 Pro, utiliza um processador de aplicativos 5G que representa “um marco em design e fabricação feitos na China”, segundo uma análise de desmontagem realizada por uma equipe da empresa de pesquisa setorial TechInsights.

A equipe acredita que o processador de 7 nanômetros foi fabricado pela principal fábrica de semicondutores da China, a Semiconductor Manufacturing International Corporation, ou SMIC.

“Isso demonstra o progresso técnico que a indústria de semicondutores da China conseguiu alcançar sem as ferramentas de litografia EUV (ultravioleta extrema)”, afirmou Dan Hutcheson, vice-presidente da TechInsights. “A dificuldade desse feito também evidencia a resiliência da capacidade tecnológica de chips do país.”

As máquinas EUV de última geração são utilizadas para fabricar chips avançados. A SMIC não tem acesso a máquinas EUV devido aos controles de exportação dos Estados Unidos. Especialistas do setor afirmaram que a empresa poderia recorrer a equipamentos mais antigos para produzir chips avançados.

A Huawei integra a Lista de Entidades do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, que restringe seu acesso a tecnologias norte-americanas, desde maio de 2019.

O chipset 5G de desenvolvimento próprio do novo telefone, o sistema operacional HarmonyOS e outras diferenças técnicas em relação aos concorrentes mostram que “a Huawei está de volta após três anos no ostracismo”, afirmou George Koo, consultor aposentado de negócios internacionais no Vale do Silício.

A Huawei não revelou como alcançou os avanços tecnológicos necessários. Koo acredita que tal conquista não seria possível sem parceiros na China e uma cadeia de suprimentos nacional, abrangendo desde softwares de design e a fabricação de semicondutores até produtos químicos e materiais essenciais.

O que a Huawei conseguiu terá repercussões em toda a indústria de semicondutores da China, afirmou Koo. “A experiência da Huawei facilitará e incentivará outros a seguirem o mesmo caminho. A autossuficiência da China em semicondutores só tende a crescer.”

Avanços tecnológicos

Os avanços tecnológicos da Huawei levaram alguns legisladores norte‑americanos a pedir restrições mais rígidas. O deputado republicano pelo estado de Wisconsin, Mike Gallagher, presidente do Comitê Seleto da Câmara sobre a Competição com a China, sugeriu que os EUA deveriam encerrar todas as suas exportações para a Huawei e para a SMIC — mesmo aquelas que envolvem tecnologias mais antigas, atualmente permitidas pela legislação.

A desenvolvedora de chips com sede na Califórnia, a Qualcomm, conseguiu obter licenças de exportação do governo para fornecer à Huawei chips de quarta geração (4G) de gerações anteriores.

A China responde por cerca de dois terços da receita da Qualcomm. As ações da Qualcomm recuaram 7,2%, para US$ 106,40, nesta quinta-feira, diante das mais recentes notícias, acompanhando o desempenho das ações de outros fornecedores de aparelhos celulares, informou a Bloomberg.

“A estratégia míope dos Estados Unidos de se desvincular da China devastará a receita das principais empresas norte‑americanas fornecedoras de chips avançados, como a Nvidia e a Qualcomm, bem como dos fabricantes de equipamentos para a produção de chips, como a Applied Materials e a Lam Research”, afirmou Koo.

“Essas empresas verão suas vantagens comparativas se esgotarem. No curto prazo, não lhes é permitido vender para a China. A longo prazo, a China não precisará mais comprar delas.”

A inovação tecnológica deveria ajudar a Huawei em seu mercado doméstico, especialmente na concorrência com a Apple, segundo a Bank of America Securities.

“Se a Huawei tiver capacidade para fornecer e escalar seu próprio chip Kirin 9000S, enxergamos o smartphone da série Mate como uma oportunidade para a empresa aumentar seus volumes de vendas e recuperar participação de mercado, o que poderia representar um risco negativo para as vendas do iPhone, especialmente na região Ásia‑Pacífico”, escreveram analistas do BofA Securities em uma nota de pesquisa na semana passada.

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