FOCO NOS PONTOS CRÍTICOS
Mídia britânica: Universidade de Zhejiang – o mais recente “Herói” da China
Publicado:
2025-06-16
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O site Reference News informou em 16 de junho que o site do jornal britânico The Times publicou, em 13 de junho, uma reportagem intitulada “De robôs dançarinos a DeepSeek, esta universidade ajuda a China a vencer a corrida tecnológica”. A reportagem é apresentada a seguir:
Com o crescimento de sua força econômica e geopolítica, a China costuma buscar heróis, sejam eles membros exemplares do Partido Comunista, empresários bem-sucedidos ou medalhistas olímpicos de ouro. O mais recente “herói” é uma universidade.
Há vinte anos, a Universidade de Zhejiang não figuraria em nenhum ranking das melhores universidades do mundo. Mesmo hoje, quando já se encontra entre as instituições de ensino superior de maior prestígio mundial, a maioria das pessoas fora da China ainda poderia perguntar: “Onde fica?”
Mas, neste ano, a situação mudou. Isso é atribuído a um grupo de jovens empreendedores de tecnologia, como Liu Chang e Sean Pan (Pan Jianyi).
Liu Chang é estudante do último ano da Universidade de Zhejiang e acaba de concluir a prova final. Ele está fundando sua quarta empresa.
Sean Pan é um pouco mais velho: tem 29 anos. Embora já não seja estudante, ainda conta com um escritório cedido em conjunto pela Universidade de Zhejiang e pelo governo local. Lá, ele e outro ex‑aluno da Universidade de Zhejiang dirigem uma empresa que analisa dados para empresas de inteligência artificial.
Sean Pan afirmou: “Zhejiang possui uma profunda tradição empreendedora.” Há muito tempo, Zhejiang é reconhecida como um polo de concentração de pequenas empresas manufatureiras — geralmente negócios familiares — e suas cidades dominam a produção internacional de diversos produtos, que vão desde interruptores elétricos até gravatas. Impulsionada por graduados locais em ciências, a transição para o setor tecnológico tornou-se algo natural.
A China já não é, principalmente, um polo de manufatura de baixo custo, e suas empresas industriais emergentes podem rivalizar com as das companhias tecnológicas ocidentais. Além disso, a China domina o mercado global de tecnologias verdes, como painéis solares e turbinas eólicas.
A China enxerga a oportunidade de superar a Europa e competir diretamente com os Estados Unidos na próxima fase da revolução tecnológica global, incluindo a inteligência artificial.
A Rongding Consulting, que presta serviços de consultoria à Câmara de Comércio Americana na China, afirmou em um relatório no mês passado: “As empresas chinesas registraram avanços significativos na redução da lacuna em relação às empresas estrangeiras e na aproximação da vanguarda tecnológica. Diversos setores têm apresentado sinais de estar a alcançar ou até mesmo de liderar.”
No início deste ano, os mais famosos “Seis Pequenos Dragões” de Hangzhou, na província de Zhejiang, chamaram a atenção do público em uma série de reportagens.
A primeira é a DeepQuest, fundada por Liang Wenfeng, formado pela Universidade de Zhejiang. A empresa lançou um novo modelo de inteligência artificial de baixo custo, o DeepSeek, que provocou uma onda de impacto em todo o mundo.
Em seguida, a Gala do Festival da Primavera exibiu cenas surpreendentes: danças interpretadas por robôs humanoides vestidos com roupas coloridas. Esses robôs são provenientes de outra empresa de Hangzhou — a Unitree Technology Company. Seu fundador, Wang Xingxing, formou‑se na vizinha Universidade de Ciência e Tecnologia de Zhejiang.
Além dessas duas empresas, há também a Yunshuo Technology Company, fundada por ex‑alunos da Universidade de Zhejiang. A empresa fabrica cães‑robô e os integra à inteligência artificial, comercializando‑os em todo o mundo para monitoramento de dutos e cabos, policiamento e resgate em casos de terremotos.
A Game Science Company produz jogos eletrônicos, incluindo “Black Myth: Wukong”, que foi um grande sucesso internacional no ano passado.
A Qunhe Technology Company foi fundada por outro graduado da Universidade de Zhejiang e desenvolve programas de design espacial e visualização baseados em inteligência artificial.
Artigo 6º: “Xiaolong” é uma exceção. Ele também reflete alguns dos métodos adotados pela cidade para atrair startups. Han Bicheng, fundador da empresa de tecnologia Qiangnao, estabeleceu sua própria companhia nos Estados Unidos após obter o título de doutor pela Universidade de Harvard. A empresa desenvolve interfaces cérebro‑computador voltadas para pesquisas médicas de ponta. Foram autoridades de Hangzhou que o visitaram e o convenceram a abrir mais uma unidade na China.
Sean Pan descreveu como funciona a relação entre as universidades e o governo. Seu escritório foi destinado a graduados universitários. O Governo Municipal de Hangzhou alugou‑o a ele por um valor extremamente baixo durante dois anos, após os quais o aluguel passou a ser reajustado gradualmente.
Quando o repórter deste jornal entrevistou Liu Chang, o estudante empreendedor estava a desenvolver o seu mais recente projeto — um aplicativo voltado para a melhoria do estilo de vida — no próprio laboratório de empreendedorismo da universidade.
Conforme aponta o relatório da Rongding Consulting Company, no campo da robótica e em outras áreas alvo do programa “Made in China 2025”, “as desvantagens iniciais já foram rapidamente superadas”.
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