FOCO NOS PONTOS CRÍTICOS
Novas forças produtivas de qualidade para impulsionar o Paquistão e além, afirmam especialistas
Publicado:
2024-04-28
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Observadores paquistaneses da China refutaram, nesta quarta-feira, narrativas negativas sobre a economia chinesa, afirmando que a busca de Pequim por um desenvolvimento de alta qualidade, com ênfase no desenvolvimento de novas forças produtivas de elevada qualidade, já tem beneficiado e continuará a beneficiar o Paquistão e outras regiões.
“A economia chinesa é altamente competitiva, produtiva e inovadora e continuará a ser um motor fundamental do crescimento global”, afirmou Salman Shah, economista paquistanês e membro de uma delegação no Understanding China Forum, um think tank sediado no Paquistão.
“Se há algum país no mundo com potencial, esse país é a China”, afirmou Shah, que se encontrava em visita à China.
Com o desenvolvimento de novas forças produtivas de qualidade surgem enormes oportunidades, afirmou o economista, acrescentando que dois países podem colaborar em áreas como a inteligência artificial e os grandes dados.
“Acho que seria uma parte muito empolgante da cooperação econômica entre o Paquistão e a China.”
Certas críticas dirigidas à China, como as que apontam para o excesso de capacidade produtiva, foram “motivadas politicamente”, afirmou Shah.
“A China está a gerar novas ideias constantemente e as reformas levadas a cabo pelo governo chinês ao longo de décadas são fenomenais. O Paquistão tem muito a aprender com a experiência chinesa”, acrescentou.
Falando do Corredor Econômico China-Paquistão, Shah afirmou que esse projeto de grande relevância é “um símbolo do que uma boa cooperação econômica pode alcançar”.
Como um importante projeto‑bandeira da Iniciativa do Cinturão e da Rota, o CPEC está agora entrando na segunda fase, com ênfase na agricultura, na cooperação industrial e no desenvolvimento de alta qualidade.
De acordo com estatísticas do Paquistão, 36 projetos foram concluídos no âmbito da CPEC, e a China já investiu 26 bilhões de dólares.
A cooperação do CPEC trouxe mudanças profundas no perfil energético do Paquistão, melhorou de forma significativa a acessibilidade e reduziu os custos do transporte, acrescentou.
“Acredito que, com o apoio da China, o Paquistão poderá transformar-se numa economia extremamente dinâmica e competitiva, uma economia que poderá tornar-se um polo desta região”, afirmou Shah.
Zafar Uddin Mahmood, presidente do Fórum Entendendo a China e ex‑enviado especial para o CPEC, afirmou que a Iniciativa do Cinturão e da Rota representa uma excelente oportunidade para todo o mundo, especialmente para os países em desenvolvimento.
Tomando como exemplo a cooperação energética no âmbito do CPEC, Mahmood afirmou que o Paquistão enfrenta grave escassez de eletricidade e que quase nenhum país se mostra disposto a investir e a construir fábricas no país; porém, a China e as empresas chinesas têm feito exatamente isso.
Ele qualificou a acusação de armadilha da dívida feita por alguns países ocidentais como “um mero exagero”, afirmando que esses países, ao difamar a Iniciativa do Cinturão e da Rota, buscavam obstruir a cooperação entre a China e seus parceiros.
Khurshid Mahmud Kasuri, presidente do Fórum Entendendo a China e ex-ministro das Relações Exteriores do Paquistão, afirmou ter percebido a vitalidade da economia chinesa durante a visita organizada pelo Instituto Chinês de Inovação e Estratégia de Desenvolvimento.
Impressionado com as imensas conquistas da China nas áreas de inteligência artificial e em outros campos, Kasuri esperava que os intercâmbios entre os povos dos dois países fossem reforçados, a fim de que o Paquistão pudesse aprender mais plenamente com o progresso chinês.
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