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Quênia mira o mercado crescente de abacates na China


Publicado:

2024-05-13

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O setor de abacate do Quênia busca aprimorar a cooperação com a China em segurança alimentar, a fim de ampliar as exportações para esse mercado altamente lucrativo.

O Quênia é um dos principais produtores de abacate na África, e a China representa um mercado de grande porte para os agricultores e exportadores quenianos de abacate.

Mas muitos não conseguiram atender às rigorosas normas de segurança alimentar estabelecidas pelos importadores chineses, o que tem sido um grande obstáculo à expansão das exportações de abacate queniano para a China, afirmou Muthomi Ernest, CEO da Sociedade de Abacate do Quênia, durante o 4º Congresso Internacional de Abacate da África, realizado na capital do Quênia, Nairóbi.

A sociedade está buscando parcerias com partes interessadas na China para instalar centros de fumigação e resfriamento mais eficientes no Quênia, a fim de impulsionar as exportações, afirmou Ernest.

Tal cooperação pode ajudar os abacates do Quênia a tornarem-se mais competitivos no mercado chinês, afirmou ele.

“Acredito que podemos trabalhar em conjunto com eles para garantir que nossos abacates atendam às normas de segurança alimentar deles e, ao mesmo tempo, contribuir para a redução dos custos de exportação para a China”, disse ele.

O evento de quatro dias, que se estende até sexta-feira, atraiu mais de 100 expositores, produtores de abacate, exportadores e demais interessados provenientes da África, da Europa e do Oriente Médio.

Erick Nyansimora, gerente comercial e de cadeia de suprimentos da Keitt Exporters, acredita que os novos planos serão um remédio essencial para impulsionar o comércio de abacate entre os dois países.

“Como exportadores de abacate para o mercado chinês, devemos cumprir os procedimentos chineses de fumigação de alimentos, o que é essencial para nós. Estamos ainda mais motivados a trabalhar com a China para elevar a qualidade dos produtos alimentícios que exportamos. Assim, isso contribuirá para abrir novos mercados aos nossos agricultores”, afirmou Nyansimora.

Com a classe média chinesa em expansão e a crescente demanda dos consumidores por alimentos saudáveis e exóticos, a segunda maior economia do mundo oferece imensas oportunidades para os exportadores quenianos.

As agências estatais de agricultura do Quênia deveriam colaborar com seus homólogos chineses para assegurar que os abacates exportados para a China atendam às normas de segurança, afirmou Nyansimora. E, ao fazer isso, os produtores quenianos de abacate poderão obter maiores lucros.

Jonathon Kipruto, gerente-geral assistente da empresa agrícola Kakuzi, afirmou que, embora a União Europeia seja o maior mercado para as exportações de abacate do Quênia, a China representa um enorme mercado ainda inexplorado.

No ano passado, a Kakuzi exportou um contêiner de abacates para a China. Este ano, a empresa planeja exportar 20 contêineres, afirmou Kipruto. “Estamos trabalhando com todos os órgãos governamentais para ampliar nosso mercado na China.”

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